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Os Princípios da Adoração Pública Por William Shishko Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

há 22 horas
3 min de leitura

1. Visto que a Sagrada Escritura é a única regra infalível de fé e prática, os princípios da adoração pública devem ser derivados da Bíblia, e de nenhuma outra fonte.


2. Um serviço de adoração pública não é meramente uma reunião entre si dos filhos de Deus, mas em primeiro lugar um encontro do Deus triúno com o seu povo escolhido. Deus está presente na adoração pública não somente em virtude da onipresença divina, porém muito mais intimamente, como o Salvador pactual fiel. O Senhor Jesus Cristo disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

3. O fim da adoração pública é a glória de Deus. Seu povo deveria se engajar em todas as suas várias partes com o olho fixo em sua glória. A adoração pública tem como seu objetivo a edificação da igreja de Deus mediante o aperfeiçoamento dos santos e adição à sua membresia daqueles que estão sendo salvos – tudo para a glória de Deus. Através da adoração pública no Dia do Senhor, os cristãos deveriam aprender a servir a Deus todos os dias da semana em todas as suas atividades diárias, lembrando que, quer comamos, bebamos ou façamos qualquer outra coisa, que seja tudo para a glória de Deus.


4. A adoração pública é corretamente dita ser divina, pois Deus é o seu princípio e fim. Ela é dele, por meio dele e para ele.


5. A adoração pública é cristã quando os adoradores reconhecem que Cristo é o Mediador por quem somente podemos chegar a Deus, quando eles honram a Cristo como o Cabeça da igreja, que governa sobre a adoração pública, e quando sua adoração é uma expressão da fé em Cristo e do seu amor por ele.


6. A adoração pública deve ser realizada em espírito e em verdade. O externalismo e a hipocrisia são condenados. As formas de adoração pública têm valor somente quando servem para expressar a reverência interior do adorador e sua devoção sincera ao Deus vivo e verdadeiro. E somente aqueles cujos corações foram renovados pelo Espírito Santo são capazes de tal reverência e devoção.



7. O Senhor Jesus Cristo não prescreveu nenhuma forma fixa de adoração pública, mas pelo bem da vida e poder na adoração, deu à sua igreja uma grande quantidade de liberdade nessa questão. Contudo, não pode ser esquecido: (a) que há verdadeira liberdade somente onde as normas da Palavra de Deus são observadas e o Espírito do Senhor está presente; (b) que todas as coisas devem ser feitas com decência e ordem; (c) e que o povo de Deus deveria servi-lo com reverência e na beleza da santidade. Do seu princípio ao fim, um serviço de adoração pública deve ser caracterizado por aquela simplicidade que é uma evidência de sinceridade e por aquela beleza e dignidade que são uma manifestação de santidade.


8. A adoração pública difere da adoração privada em que na adoração pública Deus é servido por seus santos unidos como seu povo pactual, o corpo de Cristo. Por esta razão as crianças do pacto deveriam estar presentes tanto quanto possível, assim como os adultos. Pela mesma razão, nenhum favoritismo deve ser mostrado para com aqueles que estão presentes. Nem pode algum membro da igreja ousar se exaltar acima dos outros como se fosse mais espiritual, mas cada um deve estimar aos outros melhor do que a si mesmo.


9. Cabe ao povo de Deus não somente chegar à sua presença com um profundo senso de temor diante do pensamento de sua perfeita santidade e nossa pecaminosidade extrema, mas também entrar pelas suas portas com gratidão e em seus átrios com louvor pela grande salvação que ele tão graciosamente adquiriu para nós, por meio de seu Filho Unigênito, e aplicada em nós pelo Espírito Santo.

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